Proibir ou não?

Não dá para acreditar que existem empresas que ainda teimam em proibir o acesso às redes sociais. Uma pesquisa realizada no final de 2009 mostrou que – pasmem – 54% das empresas americanas proíbem o uso da social media no ambiente de trabalho. Tudo bem que a pesquisa é um tanto antiga, mas aqui no Brasil ainda é grande o número de pessoas que, ao tentar acessar o Twitter ou Facebook, veem a mensagem “access denied” aparecer na tela do computador.

Ninguém consegue ficar focado 100% no trabalho durante todo o dia. Além de se manterem informadas, as pessoas precisam fazer pausas (curtas, é claro) durante as atividades. Muitas vezes, um pit stop de cinco minutos pode deixar o funcionário muito mais produtivo, uma vez que ele vai espairecer, refrescar as ideias. Para os profissionais de comunicação então, nem se fala. Faz parte do trabalho deles saber tudo que acontece no mundo e monitorar as tendências. Mas sim, há limites para tudo.

Se você quer liberar o acesso às redes sociais em sua empresa, mas teme que os funcionários percam o foco, há solução. Muitas empresas adotam códigos de conduta nas redes sociais e até monitoram o que os colaboradores dizem na rede. Em maio de 2010, um editor da National Geographic Brasil, da Editora Abril, criticou a revista Veja, carro-chefe da Editora Abril, no Twitter, e foi imediatamente mandado embora da empresa.

A questão das redes sociais no ambiente de trabalho tem que ser pensado com bom senso tanto por parte da empresa, quanto dos funcionários. Se a empresa proíbe o acesso a qualquer um desses sites e quiser se tornar mais liberal, talvez seja válido considerar montar um código de conduta para os funcionários saberem o que a empresa não tolera e o que apoia. Aqui, dá para conferir uns exemplos bem úteis de empresas que criaram alguns manuais. E você, o que acha disso tudo? 

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