Língua estrangeira: quebre barreiras e abrace oportunidades

Como minha história cruzou com a da Carol e juntas chegamos até vocês
 

Por Maria Oliveira Tamellini
 

A capacitação é uma das maiores ferramentas para a mulher conquistar espaço nos negócios e no mercado de trabalho. Isso todo mundo já sabe. E para conquistar cada vez mais posições de liderança e abraçar oportunidades, precisamos estar preparadas. Também não é novidade. Mas a gente nunca se dá conta do quanto dominar outros idiomas é importante até precisar.
 

Há alguns anos tive que apresentar um trabalho numa Conferência no Chile e como foi frustrante não ter o inglês e espanhol fluentes para fazer todas as perguntas que eu queria e compartilhar a ebulição de ideias e conhecimentos que eu tinha em mente. De lá pra cá tive um certo trabalho para correr atrás da fluência (e ainda tenho!), mas hoje me sinto mais à vontade. E isso tem feito muita diferença na minha vida profissional e auto-estima, não só porque me permitiu trabalhar com organizações que tem operações e impacto internacional, mas principalmente porque meu universo de conhecimento, amizades e negócios foi ampliado exponencialmente quando conquistei uma nova língua. Imaginem como teria sido participar de reuniões e cursos aqui ou cobrir o Fórum de Empreendedorismo Global no ano passado pela RME sem falar inglês.
 

Faz todo sentido se pensarmos que vivemos num mundo cada vez mais conectado e global. Entretanto de acordo com uma pesquisa da Catho, apenas 5% da população brasileira fala uma segunda língua e menos de 3% têm fluência em inglês. A mesma pesquisa indica que ser fluente em uma nova língua pode ampliar o pagamento de um(a) profissional em 52%.
 

Dando mais um exemplo prático, iniciei este mês um programa piloto de mentorias que conecta mulheres empreendedoras e executivas da minha rede aqui do Vale do Silício e de outras regiões do mundo, com mulheres de países em desenvolvimento (Brasil e vários outros). O que mais atraiu as mulheres para o programa foi a possibilidade de trocar conhecimentos e experiências. Tenho tido trabalho extra mediando e traduzindo as sessões de mentoria em função do idioma, especialmente o inglês. E não pude incluir mais mulheres no programa em função disso (porque não dou conta). Quantas oportunidades de troca de conhecimento e de negócios foram perdidas apenas nesta situação?
 

foto artigo mariaQuando conheci a Carolina Zarur em São Francisco (foto do nosso primeiro café ao lado), eu vi que ela podia muito contribuir com este assunto. Não só porque ela é um exemplo de mulher que batalhou e conquistou seus sonhos (como muitas de vocês), mas porque a fluência em outros idiomas abriu portas importantes para ela também. E curiosamente hoje ela trabalha justamente em uma Startup que tem como missão derrubar a barreira do idioma. Entenderam o “match”?!
 

Assim que terminou a faculdade, Carol teve sua primeira oportunidade no exterior. Uma professora da graduação a indicou para um processo seletivo para trabalhar na sede do Carrefour, na França. O que a ajudou a conseguir a vaga?  Existiram outros fatores, mas falar francês foi crucial. “Comecei a estudar inglês aos nove anos. Quando dominei o inglês fui aprender francês. Quando fui pra França, estava estudando italiano”, me contou ela. O mesmo aconteceu em 2016. Ela tinha o sonho de trabalhar no Vale do Silício e conseguiu passar em suas entrevistas de trabalho, pois aprimorou o domínio da língua conversando com americanos. Hoje ela toma conta do mercado brasileiro no Cambly, empresa que busca dar a mesma oportunidade à pessoas do mundo todo que querem praticar o inglês com falantes nativos sem precisar viajar por meio de um aplicativo.
 

O App te conecta com professores nativos de países da língua inglesa, que dão aulas de inglês particulares e oferece o serviço on-line, 24 horas por dia, todos os dias.  E ainda dá flexibilidade para escolher quantos dias e minutos de videoaulas você quer por semana, com qual tutor quer falar a cada chamada e até se quer seguir um roteiro de aula ou apenas deixar a conversa fluir. É!  Analisando isso numa perspectiva de negócio, todas as desculpas que a gente inventa para não fazer aula de inglês caem por terra com todas estas facilidades.
 

Vejam bem, não estou dizendo aqui que não existem outras formas de aprender outro idioma, mas compartilhando mais uma ferramenta prática para a vida de mulheres dinâmicas, que se desdobram entre mil atividades e precisam de flexibilidade e praticidade.
 

E claro, o Cambly irá oferecer um presente especial para nós mulheres: uma aula particular grátis de 20min! Para fazer a sua aula de inglês é só acessar http://www.cambly.com/invite/rme ou inserir o código RME ao fazer o seu cadastro no app para Android ou iPhone.
 

E para aquelas que têm receio, é possível filtrar os professores que também falam português.
 

Caso tenham dúvidas sobre o aplicativo, o contato é help@cambly.com.
 

Espero trazer mais cases de mulheres e negócios que tenho conhecido aqui e fortalecer ainda mais a nossa rede.
 
Maria é fundadora da Práxis Socioambiental, embaixadora da RME no Vale do Silício, Alumini do Programa 10.000 Mulheres, líder global Hive e mentora de empreendimentos liderados por mulheres de países em desenvolvimento.

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