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O que uma startup tem a ver com o seu negócio?

Por Cassiana Buosi
 
Você já se imaginou rodeada de mulheres competentes e animadas, sem jamais se preocupar em “competir” pela atenção alheia, já que o que mais acontece em um ambiente desse são colaborações e contribuições mútuas por todos os lados? Assim foi o clima na Casa das Empreendedoras, evento de premiação do Mulheres Tech em Sampa.
 

Muitas lições foram aprendidas, mas tem uma delas em especial que eu já não parava de me questionar e após acompanhar um pouquinho este evento presencialmente, ficou ainda mais clara para mim: buscar entender porque tantas mulheres ainda não se sentem pertencentes ao ecossistema das Startups – principalmente, na posição de liderança desta nova forma de criação de negócio.
 

O primeiro ponto a ser compreendido é que, pelo o que eu venho observando no último ano, muitas de nós – mulheres – criamos barreiras imaginárias em relação ao tema, sem nem mesmo ter a consciência disso. Estas barreiras nos bloqueiam de buscar entender o que significa ter uma startup, por mais que não falte informação a respeito.
 

Ainda em minha percepção e humilde opinião, esta barreira é instalada e (in)conscientemente nutrida devido a impressão de que para se ter uma startup é necessário conhecer muito de tecnologia – o que, apesar de vermos algumas mulheres envolvidas com esta área nos dias de hoje, ainda não é um setor de alta concentração feminina.
 

Explorarei mais com vocês nos próximos posts alguns conceitos que envolvem o modelo de uma startup e o quão importante é no mínimo nos inspirarmos neste modelo para aplicação em negócios considerados tradicionais. Mas por ora, gostaria de enfatizar algo muito, muito simples: uma startup é uma (boa) ideia que se torna um projeto, para então evoluir para um negócio, e quem sabe depois se tornar uma grande empresa.
 

A chama que está por trás de toda essa evolução desde o princípio nada mais é do que validar suas ideias com seus (potenciais) clientes, remodelá-las se for o caso e partir para um investimento maior no projeto apenas quando já tiver algumas confirmações de hipóteses que tínhamos sobre o nosso público, mercado e a própria solução em si.
 

Entendido isto, a pergunta que fica é: por que não escalarmos esta muralha que nos restringe a visão do todo e dar uma olhadinha lá de cima, como quem não quer nada, sobre o que mais tem deste outro lado aí?
 

Não há problema algum em não querer ou almejar ter um negócio dentro destes novos – mas nem tanto – moldes. O que importa é se permitir abrir para entender do que se trata, quais as vantagens e desvantagens e mesmo que decida que isto não se aplica para a sua vida e/ou negócios, tudo bem. Mas que seja uma decisão baseada em conhecimento e não simplesmente por achismos, impressões distorcidas, influências do meio, entre outras suposições. Bora lá validar algumas hipóteses comigo? Acompanhem meus próximos posts sobre o assunto aqui na página da RME.
 

*Cassiana Buosi empreende desde os 12 anos e a partir dos 36, voltou-se 100% para o empreendedorismo. Atualmente é Colaboradora na RME – Rede Mulher Empreendedora – contribuindo com Planejamento Estratégico e Marketing, além de mentorias. Em 2017, está modelando sua Startup. Professora de Marketing de Serviços na pós-graduação da FEI (Gestão da Manutenção) desde 2007. Palestrante e Consultora on demand. Mais de 20 anos de experiência entre as áreas de Vendas & Marketing e Design na Volkswagen do Brasil.

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