Superdigital propõe nova forma de se relacionar com dinheiro

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Em coletiva de imprensa nessa terça-feira, a fintech apresentou sua plataforma totalmente integrada ao sistema financeiro nacional, se adequando aos novos hábitos digitais do consumidor 
 
Por Redação RME – Maitê Borges
 

Esqueça tudo o que você sabe sobre dinheiro e transações até agora. Assim começou a apresentação da Superdigital, fintech adquirida pelo Santander no ano passado. Antes chamada de ContaSuper, a plataforma já atingiu a marca de 1 milhão de clientes e pretende mudar a cultura a de trocar dinheiro no dia-a-dia. Mesmo fazendo parte do Grupo Santander, o aplicativo é desenhado para usuários de qualquer banco, e também para os que não possuem conta aberta.
 

Na plataforma, o usuário pode interagir com seus contatos e realizar operações pré-pagas como se estivesse em um aplicativo de conversa, como o Whatasapp, mesmo com quem não possui o Superdigital, já que o app é totalmente integrado ao sistema financeiro nacional.
 

A plataforma funciona por meio de assinaturas que variam entre R$ 7,90 e R$11,90 fixos ao mês e, com isso, o usuário pode rachar contas pelo chat, fazer vaquinhas online entre seus contatos, fazer e receber transferências de bancos tradicionais, recarregar celulares pré-pagos e cartões de transporte público, pagar contas, fazer saques nacionais e internacionais e realizar compras em lojas online ou físicas.
 

“Não somos e nem iremos transformar a Superdigital em um banco” – O CEO da fintech, Ezequiel Archipretre é foi enfático na afirmação diversas vezes. Segundo ele, o aplicativo é para qualquer pessoa que queira realizar transações, sendo cliente de algum banco ou não. “Somos uma empresa separada, e não um departamento de tecnologia de um banco, por exemplo. Já nascemos com o DNA digital, diferente de uma agência que nasceu física e depois teve que migrar para o meio online”, respondeu Ezequiel quando questionado sobre a diferença entre a Super e um app de banco.
 

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A nova versão da plataforma levou seis meses para ser construída, do planejamento estratégico ao desenvolvimento. Os investimentos foram destinados a três eixos: aproximadamente 25% ao Marketing; 55% em Infraestrutura (ferramentas, desenvolvimento, segurança digital); e 20% na contratação de talentos para a equipe, que soma quase 100 funcionários.
 

Além de pessoas físicas, o público da fintech também é corporativo e realiza parcerias e convênios com empresas – que fazem pagamento de toda a equipe via aplicativo – e universidades. Ezequiel afirmou que o objetivo da plataforma é fazer atualizações com novidades e facilidades para os usuários todo mês. Nos próximos cinco anos, a Superdigital pretende atingir 10 milhões de clientes pelo país.

 

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