78% das empreendedoras apresentam sintomas de estresse emocional, revela pesquisa

dizer não

Nervosismo, tensão e preocupação são as principais causas de sofrimento
 

 Por Mental Clean
 

A saúde emocional da empreendedora não vai bem. Esta é a conclusão da pesquisa realizada entre empreendedores entrevistadas no VI Fórum Empreendedoras que aconteceu em SP neste mês de setembro. Sentir-se nervosa, tensa ou preocupada, foram os sintomas predominantes, com 83,25%, um aumento de mais de 5% em relação ao ano de 2016.

 

O momento político incerto e as dificuldades econômicas podem estar contribuindo para este sintoma, pois diversas empreendedoras relataram estar em transição em sua carreira profissional ou preocupadas com os resultados do negócio.

 

A interface trabalho casa também contribui para esse nervosismo, pois uma das características da mulher é o excesso de culpa e cobrança em dar conta de todas as demandas familiares e do negócio. Por outro lado, é um tipo de sintoma que contribui para explosões e dificulta a tomada de decisão, que aparece em 5º lugar com 41,01% em 2016 e 43,46% em 2017.

 

Um dado que chama a atenção é que 6 dos 7 itens que mais pontuaram, tiveram aumento, sendo que 5 deles acima de 14%, ou seja, as mulheres empreendedoras estão com a saúde emocional à beira de um ataque de nervos.

 

Participando pela 3ª vez do evento, a Mental Clean inovou levando a proposta de avaliar e comparar a saúde emocional das visitantes do Fórum nos anos de 2016 e 2017. Em 2016, 45,56% das respondentes apresentam um quadro indicativo de Transtornos Mentais Menores, ou seja, apresentam sofrimento emocional e em 2017 esse percentual foi de 43,46%.  A Organização Mundial da Saúde refere 30% na população geral.
 

Abaixo destacamos os 7 principais sintomas que elas referem:
 

tabela mental clean
 

Em 2017, as empreendedoras referiram um aumento médio de 14,65% nas questões relativas ao cansaço e um aumento médio de 6,31% nas questões relativas ao fator Humor depressivo-ansioso. “Consideramos esse resultado preocupante e que deve ser alvo de atenção das empreendedoras e de quem apoia o empreendedorismo feminino no país”, alerta Fátima Macedo, Diretora da Mental Clean.

 

Contexto: stress no empreendedorismo feminino   
 

Nos últimos 10 anos houve um crescimento significativo de mulheres que, com uma boa dose de coragem e visão, entraram para o mundo dos negócios. Segundo dados do site Itaú Mulher Empreendedora, o Brasil tem uma das maiores proporções de empreendedorismo feminino, com 13 milhões de mulheres donas do próprio negócio, o que representa 49% dos empreendedores do país.
 

Ser empreendedor pode ser considerado estressante, o que gera um impacto considerável na saúde emocional, seja em homens ou mulheres. Isso devido a quantidade de horas trabalhadas por dia, privação de sono, alto grau de envolvimento e dedicação ao negócio, traços de personalidade, preocupação constante com relação às diversas famílias que dependem de seu negócio, entre outras questões, que fazem com que empreendedores negligenciem a saúde.
 

No caso da mulher empreendedora temos o agravante de conciliar diversos papéis, pois, em geral, é ela quem tem que se ausentar de seu negócio para resolver algum problema familiar. Segundo pesquisadores, as questões financeiras e de mercado, como concorrência e posicionamento, são as principais dificuldades encontradas no processo empreendedor.
 

Outro problema enfrentado pelas empreendedoras é a percepção da falta de confiança nelas depositada, assim como o conflito pessoal, familiar e empresarial, sendo dimensões conflitantes na vida dessas mulheres, pois concorrem por sua atenção. Também não podemos esquecer o fator hormonal que muitas vezes rouba sua energia e vitalidade.
 

O cuidado com a saúde emocional deve ser considerado pela empreendedora como um investimento fundamental, diz Fátima, fundadora da Mental Clean, empresa que trabalha com saúde mental e emocional no ambiente corporativo. Em 11 anos de trajetória, a Mental Clean já impactou diretamente mais de 40 mil funcionários em todo o Brasil desde gigantes corporativas como Unilever, Vale, Metrô de São Paulo,  Abyara, Melhoramentos, Alcoa, Amil, como pequenas e médias empresas e empreendedoras autônomas.

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