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Por que devemos apoiar as nossas funcionárias a retornarem ao trabalho após serem mães?

Por Leiza Oliveira, CEO e diretora educacional da rede Minds Idiomas

 

Quando decidi montar a minha primeira escola de inglês em 2007 enfrentei muitos desafios por ser mulher. No ano seguinte já tinha mais de 1000 alunos e comecei a franquear a Minds Idiomas. O que percebi nesse período foi uma presença muito mais massiva de homens nesse universo empreendedor do que de mulheres. Decidi ali que iria implantar nas escolas da Minds uma política que valorizasse o trabalho das funcionárias, independente de serem mães ou não.

 

Com o passar do tempo, apesar da valorização e política internas que tínhamos para reter essas colaboradoras após a maternidade, muitas não conseguiam conciliar o papel de ser mãe e continuar atuando na escola. Resolvi me debruçar em alguns estudos sobre o tema e modificar a forma de gestão nas minhas 70 escolas. Afinal, sou mãe e empreendedora, e sei que somos seres humanos. Muitas vezes nos reduzem a mães, apenas. E não! Temos desejos, uma vida profissional e, ao exercemos a responsabilidade de sermos mães, adquirimos qualidades essenciais para um negócio, como: resiliência, paciência, liderança, entre outras.

 

Neste ano, a Catho, empresa de recrutamento, mostrou em números esse quadro: 21% das mulheres levam mais de três anos para retornar ao trabalho após serem mães. Enquanto os pais esse número cai para 2%. Outro dado alarmante foi que 28% das mulheres deixaram os seus empregos devido à maternidade, versus 5% dos homens.

 

Sendo assim, realizei um planejamento com as minhas 70 unidades e arquitetamos algumas ações para facilitar a volta dessas funcionárias à rotina de trabalho:

 

Permitimos a amamentação na empresa – As funcionárias podem usar “bombas de amamentação” para retirar o leite e armazenar. Dessa forma, conseguem alimentar o bebê quando voltar à residência;

 

Home-office – Para algumas colaboradas foi possível liberar o home-office nos primeiros meses do bebê. Fizemos um treinamento de gestão do tempo e muitas realizavam as suas funções como expansão, matrículas, entre outras nas suas próprias casas;

 

Ouvimos as funcionárias – Parece um ato simples, porém a sociedade romantiza muito a maternidade. Ouvir as colaboradas as fez enxergar que eram essenciais para a Minds e que as valorizamos também como profissionais;

 

Incluímos meditação e exercícios na empresa– Antes de começarmos a trabalhar na escola praticamos exercícios de respiração, como Mindfulness, e também incluímos ginástica laboral 2 vezes por semana;

 

Os ganhos, para a rede Minds Idiomas, foram enormes. Houve crescimento no faturamento no primeiro semestre de 2017 e a previsão para fecharmos este ano é de 75 milhões de reais.

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