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Por que abrir a mente para o que não conhecemos nos negócios?

Por Leiza Oliveira, CEO e diretora educacional da rede Minds Idiomas

 

É fato que quando entendemos e decidimos que queremos montar uma empresa vêm uma série de empecilhos e dicas das mais diversas em como ter sucesso na empreitada. Um desses conselhos que corriqueiramente me deparo lendo em vários portais de empreendedorismo é que devemos apostar em um segmento que temos aptidão.

 

Em partes, concordo que é interessante batalhar para montar um negócio que se tenha alguma sinergia, porém desbravar novos caminhos pode ser algo interessante para a empreendedora e para o público final. Vi-me nesse dilema em 2013. Já tinha a rede de franquias, Minds Idiomas, operando a todo vapor e faturando milhões por ano. Especializei-me em trazer tecnologia para dentro da sala de aula e tornei a marca Minds forte no contexto geek-tecnológico. Entretanto, em 2013, quando a Minds English School já tinha 6 anos de história, tive uma proposta interna de fundar uma agência de intercâmbio e turismo.

 

Em um primeiro momento pensei que seria uma loucura apostar na Minds Travel, afinal, teoricamente, agências de intercâmbio são diretamente concorrentes de escolas de idiomas. Certo?

 

Errado! Negócios que parecem concorrentes, por estarem no mesmo segmento e atenderem o mesmo público, podem na realidade se tornar aliados da demanda e de quem o oferta. Trazendo lucro para o empreendedor e satisfação para quem adquire o serviço\produto.

 

Nasce a Minds Travel

 

Em 2013, maturei a ideia apresentada por uma colaboradora interna, e comecei a fazer um estudo de caso para ter um norte se realmente à ideia de ter uma agência de intercâmbio e viagens seria algo positivo para a marca. Após um ano de estudo e driblando o desconhecido, afinal eu entendia de ensinar inglês nos muros das escolas e não fora dele, comecei a operar a chamada Minds Travel.

 

Os alunos (a), em 2014, já podiam se matricular no curso de 18 meses da Minds English School, e adquirir o pacote de intercâmbio para viajar após o término do curso. Ou seja, negócios que pareciam concorrentes, na realidade são complementares. Os estudantes, ao praticarem tudo o que foi aprendido em sala de aula, em um ano e meio, tornam a fluência ainda melhor.
 

O mais bacana disso tudo é que na rede Minds temos a preocupação de aplicar o que há de mais novo na psicologia. Ou seja, tornar o aprendizado mais leve, entendendo a mente humana. Por isso, esses estudantes optam por fazer o intercâmbio no grupo Minds. Eles têm todo o suporte psíquico e ainda contam com a empatia dos professores que fizeram esse mesmo intercâmbio que eles estão prestes a fazer.

 

Hoje, o grupo Minds aposta na English School e na Minds Travel, graças à “quebra” do desconhecido. Por isso, leia coisas diferentes, ouça sons que nunca ouviria, deguste comidas exóticas. Tudo isso faz que o nosso repertório neural aumente e a criatividade aflore. E o melhor: você, empreendedora, ainda consegue ter lucro e satisfação nesse processo!

 

Abraços!

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