#ELAS nas artes plásticas

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Em comemoração ao Mês das Mulheres, a RME produziu uma série de listas com as figuras femininas mais importantes em seus cenários. Serão oito listas contando um pouco sobre esses ícones históricos tão importantes e provando que lugar de mulher é onde ela quiser.
 
Nas artes plásticas, as mulheres sempre foram as retratadas, sendo poucos os exemplos de retratadoras nessa profissão. Pintores de sucesso com frequência utilizaram as formas e a nudez femininas em seus quadros deixando este universo com um viés machista.
 
Por sorte, assim como em todos os outros setores das artes, ciências e outros campos, existiram mulheres que ultrapassaram as barreiras e se colocaram no lugar que elas quiseram. Conheça aqui seis mulheres pintoras que equilibraram e deram uma visão feminina ao mundo da arte:
 
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Frida Khalo
Foi uma pintora surrealista mexicana. Ela teve uma vida muito difícil, pois aos 6 anos contraiu poliomielite, que a deixou com uma sequela permanente prejudicando sua mobilidade, e aos 18 anos, sofreu um acidente de ônibus, no qual sofreu diversas fraturas pelo corpo. Frida sempre foi o oposto do estereótipo feminino e desde cedo já pintava. Seus quadros compostos por flores, animais, caveiras e sua própria dor e sofrimento, retratavam com frequência a pintora, que costumava dizer que “pintava ela mesma, pois era o assunto que mais conhecia”. Por ser a pintora mais conhecida, tornou-se um ícone de força e do feminismo.
 
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Tarsila do Amaral
Foi uma pintora e desenhista brasileira, uma figura muito importante na primeira fase do modernismo, sendo reconhecida internacionalmente. Seu quadro Abapuru, é um dos mais famosos do Brasil, e deu início ao movimento antropofágico, que propunha a digestão de conceitos estrangeiros, para que a obra brasileira ganhasse forma. Sua obra enalteceu a cultura brasileira com cores e formas que retratavam o povo brasileiro, sua fauna e flora.
 
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Anita Malfatti
Foi uma famosa pintora e desenhista brasileira. Suas obras foram influenciadas pelo expressionismo alemão e, no Brasil, foi uma das pioneiras ao levar o modernismo, junto com Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mario de Andrade. Irreverente e revolucionária, sua arte retratava principalmente os personagens marginalizados das cidades, o que causou desaprovação e críticas por parte das classes conservadoras.
 
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Abigail de Andrade
Foi uma pintora e desenhista brasileira que retratava cenas do cotidiano carioca, paisagens, retratos, autorretratos e naturezas-mortas, além de realizar desenhos. Foi a primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro na 26ª Exposição Geral de Belas Artes, da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), em 1884. Seu nome, é praticamente ausente dos livros de história da arte e dicionários de artes plásticas no Brasil, devido a seu envolvimento com Ângelo Agostini, cartunista que foi seu professor.
 
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Margaret Keane
Foi uma artista norte-americana conhecida por retratar pessoas e animais com grandes olhos. Sua história é bem curiosa, pelo fato de seu marido, Walter Keane, vender as pinturas que ela fazia como sendo dele. Em 1968, Margaret entrou com um processo contra seu marido e no julgamento os dois foram intimados a pintar um quadro na sala, para provar quem era o autor, Walter se recusou alegando uma dor no ombro, e Margareth pintou um quadro em 53 minutos e foi indenizada no valor de USD$ 4 milhões.
 
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Lygia Clark
Foi uma pintora e escultora brasileira. Dedicou-se ao estudo das possibilidades terapêuticas da arte sensorial e dos objetos relacionais, o que fez com que no final de sua vida seu trabalho fosse considerado próximo à psicanálise. A partir dos anos 1980 sua obra ganha reconhecimento internacional com retrospectivas em várias capitais internacionais e em mostras antológicas da arte internacional do pós-guerra.

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