PERSONA FEMININA RME

Para entender e colaborar de forma mais efetiva no universo feminino empreendedor, as organizadoras da RME realizaram uma pesquisa em território nacional sobre o perfil/persona das mulheres empreendedoras brasileiras.

Se fosse uma pessoa, a empreendedora que participa das atividades da RME teria as seguintes características físicas:

40 anos de idade média
Têm filhos
São casadas
Têm até graduação completa
Possuem mestrado e doutorado
Mulheres estudam para empreender
Atitude empreendedora
Área que mais atuam é a de serviços
Demais áreas: Comércio, Indústria, Negócios Sociais e Terceiro Setor

Esta mulher que frequenta os eventos da Rede Mulher Empreendedora busca dicas sobre negócios, especialmente, novos negócios, além de informações sobre como administrar melhor tudo que gira na empresa. E tem uma atenção especial para se habilitar em venda online de seus produtos, e capacitação para lidar melhor com as finanças e modernizar a gestão de equipes.

Ela adora trocar cartões, fazer parcerias e negócios. Porém, a maioria não tem sócio. E as que têm, é o marido, parente ou amigo. Aliás, eles também são seus maiores influenciadores nas decisões gerais.

Ações para Empreendedoras
Ações para Empreendedoras

Na Rede Mulher Empreededora a maioria das participantes declaram que têm dificuldades em gerenciar os custos de suas empresas, assim como manter e reter a mão de obra qualificada. Também há desafios com a qualidade da infraestrutura, seja para a produção e/ou a venda de seus produtos e serviços.

Dentre os assuntos do momento, está a da busca de informações sobre Marketing Digital, Identidade Visual, Desenvolvimento Web, uso do Linkedin para negócios, planejamento de Marketing para PMEs, Gestão de Processos, e consultorias para fazer acontecer seus negócios.

Inspirações e Aspirações

Não desistir. Perseverar. Obter informações e manter parcerias relevantes para prosperarem, são algumas das inspirações da empreendedora que a pesquisa RME revela. Todas sabem o quanto é importante estarem alinhadas às necessidades mercadológicas.

Por isso, cada vez mais, na Rede há eventos para atender estas necessidades. Entre eles, palestras, cursos, fóruns, seminários, mentorias e programas sobre os assuntos identificados e solicitados em suas pesquisas.

Dentre as aspirações das empreendedoras estão com o crescimento de, no mínimo, 15% ao ano, para os próximos cinco anos. Além de aumento de lucratividade com investimentos rentáveis e maior visibilidade para sua empresa no cenário corporativo brasileiro.

Ana Fontes destaca que apesar de o número de empreendedoras aumentar significativamente, a mulher empreendedora brasileira ainda é a que menos se utiliza do networking no mundo para fazer negócios. Em 2014, ela participou do Fórum Mundial de Direitos Humanos (FMDH), em Marrocos, e apresentou estes dados para outras empreendedoras de países como Mauritânia, França, Canadá e Marrocos.

Mas ponderou, na ocasião, que esse comportamento está mudando, conforme foi revelado em pesquisa da RME. E outra informação é que as lideranças femininas de Marrocos estão olhando para o Brasil como uma referência para ajudar as mulheres no empreendedorismo e nas posições de liderança. Assim, Ana compartilhou materiais e informações de sua trajetória para ajudar na construção das jornadas de outras mulheres, em outros países.